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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Representante do Ministério prega pacto federativo para Ciência e Tecnologia

Mais de mil pessoas participaram do início das discussões da Conferência Regional Nordeste de Ciência, Tecnologia e Inovação, nesta quinta-feira (15), no Centro de Convenções de Maceió. O evento conta com os principais nomes da área no cenário regional e nacional.
Imagens
Abertura da Conferência reuniu mais de mil pessoas
Abertura da Conferência reuniu mais de mil pessoas
Wendel Palhares- Agência Alagoas 
Na abertura, os palestrantes unificaram o discurso pela criação de uma agenda política que ultrapasse as gestões. “O que está sendo pensado é um pacto federativo em que se consolida a ciência e a tecnologia como instrumento necessário para o crescimento do país. E isto só se dá quando nós pensamos a longo prazo”, pontuou o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luís Antônio Elias.
O representante do MCT declarou que o fundamental é que as conferências regionais produzam planos que identifiquem as potencialidades a as necessidades de cada estado, de cada localidade. “Esse documento será a base de políticas de Estado e não mais de governo”, expôs Elias. O documento será apresentado na 4º Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, que acontecerá em Brasília, entre 26 e 28 de maio.
A Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Janesmar Cavalcanti, declarou que o maior desafio da Conferência Nordeste é o de colaborar com a criação de um sistema nacional forte de ciência e tecnologia. “Precisamos nos embasar do conhecimento já existente e buscar novos aprendizados. Assim, daremos um passo que esperamos em direção ao desenvolvimento econômico sustentável e à melhoria na qualidade de vida dos alagoanos e dos brasileiros em geral”, acentuou Cavalcanti.
A participação da ciência no crescimento econômico também foi explanada pelo secretário de Estado de Planejamento, Sérgio Moreira. “A diferença entre produzir três ou 35 toneladas mandioca está no conhecimento e investimento. Esta conferência é um marco histórico para que um estado como Alagoas passe a exportar um cultivo como este (mandioca), tanto quanto um país como a Índia”, argumentou Moreira.
O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Ciência e Tecnologia, Consecti, René Barreira, defendeu que as políticas públicas formuladas nas conferências passem a constar também na agenda de eleições deste ano. “Não só para governador, mas também para quem visa o Congresso Nacional. A ciência e a tecnologia têm que estar em pauta nas discussões sobre o que a sociedade quer para si”, explicou Barreira.
Ufal apresenta projetos de pesquisa na Conferência
Além do professor Josealdo Tonholo, que mediou a sessão Consolidação da Lei de Inovação, a Universidade Federal de Alagoas está participando da conferência com representantes de diversas unidades acadêmicas. Os professores Antônio Euzébio de Goulart e Marília Oliveira Goulart, do Instituto de Química e Biotecnologia (IQB); Aline Barboza, do Centro de Tecnologia (Ctec); Marcelo Lyra, do Instituto de Física (IF); as professoras Cecília Lustosa e Luciana Santarita, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (Feac) participam das discussões de eixos temáticos, em sessões paralelas.
A conferência também conta com apresentações de trabalho orais, coordenado pelo professor Ciro Bezerra, do Centro de Educação (Cedu). Entre as apresentações, o professor Luis Carlos Molion, do Instituto de Ciências Atmosféricas (Icat), vai proferir palestra sobre Sustentabilidade Social e Ambiental, assunto em que o professor é referência nacional.
Conferência de Ciência e Tecnologia tem transmissão simultânea
As pessoas que não conseguiram realizar a inscrição na Conferência Regional do Nordeste de Ciência, Tecnologia e Inovação puderam acompanhar as discussões em tempo real pelo site e por meio de três canais pela TV à cabo Net.

Seminário levanta discussões sobre impacto do pré-sal em Alagoas.

Fonte: página da UFAL.

Autoridades e especialistas de todo o País estiveram reunidos durante 12 horas nesta quarta-feira (14), no Hotel Ritz Lagoa da Anta, em Maceió, em discussões intensas levantadas durante o Seminário sobre o Pré-Sal e seus Reflexos no Desenvolvimento do Nordeste.
Fonte: Gazetaweb
O evento, pioneiro em Alagoas, colegiado pela Organização Arnon de Mello (OAM) em parceria com a Petrobras, foi considerado pontapé para uma série de debates e ações que devem ser desenvolvidos no Estado e no restante do país.
À frente da mesa em toda a solenidade, o presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, Fernando Collor de Mello, trouxe avaliações positivas sobre o evento e destacou a importância de que sejam criadas condições necessárias no País, não só relacionadas à infraestrutura, mas no que concerne à especialização de novos profissionais que atendam à demanda, durante as atividades do Pré-Sal.
Ao longo das discussões, e em tom diplomático, o senador Fernando Collor reiterou que se levantasse a questão do Pré-Sal para além das imediatistas reflexões de cunho político ou da divisão de lucros – assunto que permeou longos embates no evento -, para que o Brasil tivesse um efetivo suporte nas atividades desenvolvidas a partir da descoberta da camada.
O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli de Azevedo, utilizou suas palavras de encerramento para esclarecer que o envolvimento da Petrobras na posição de operadora única das áreas de Pré-Sal, como estabelecido no projeto de lei do Marco Regulatório do Governo Federal, não significaria um ‘monopólio’, mas uma responsabilidade pelas ações técnicas na produção de petróleo das áreas nacionais. “O Governo Federal disse que iria sugerir a Petrobras porque é a melhor na produção de petróleo de áreas profundas, é a maior do Brasil e uma das maiores do mundo”, defendeu.
Discussões

As declarações do presidente ocorreram em meio a um contexto de argumentações mencionadas durante todo o dia do seminário. Ocorre que o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Álvaro Teixeira, havia questionado se a Petrobras teria a possibilidade de abarcar a operação em todas as áreas, o que foi assegurado técnica e economicamente por autoridades da estatal.
As afirmações de Gabrielli puseram fim, ao menos durante o seminário, a uma série de painéis que colocaram em pauta, não somente à atuação da Petrobrás na atividade de produção do pré-sal, como também a outras questões polêmicas, a exemplo do modelo de contrato de concessão vigente entre Estado e investidores, e o proposto no projeto de lei do Novo Marco Regulatório - a partilha -, além da discussão a respeito da distribuição de royalties entre os estados produtores e não produtores.
Concessão, partilha e distribuição...
Durante a abertura dos painéis, e logo após a apresentação do presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, expondo o Marco Regulatório e a Nova Empresa Estatal, iniciou-se um debate a respeito da polêmica questão: concessão ou partilha? Em outras palavras, quem vai ficar com quanto e durante quanto tempo? José Lima levantou que a apropriação pelo excedente de óleo – que é calculado com base no produto explorado menos os custos da operação – será um embate de nível mundial.
Durante o seminário, a discussão foi fundamentada pela presença do presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Álvaro Teixeira, o diretor da HRT, John Forman, e o presidente da Algás, Gerson Fonseca, além do próprio José Lima de Andrade. Foi mencionada, dentre outros pontos, a importância de se ater também aos detalhes técnicos e riscos exploratórios das empresas.
Após a palestra, o presidente da Petrobrás Distribuidora esclareceu que o regime atual de exploração de petróleo é o contrato de concessão, que corresponde aos 28% das operações já licitadas e que serão mantidas. Nesse antigo acordo, o Governo só participa por meio de impostos ou royalties, mas não interfere nas decisões das empresas privadas.
O Novo Marco Regulatório, de acordo com José Lima, propõe o regime de partilha e abrange as novas licitações – do Pré-Sal – que corresponderia a 72% da produção. Nesta proposta, a Federação não só permanece detendo poder sobre o produto, como concederá às empresas a licitação para retirada de petróleo de acordo com o que ela oferecer de lucro ao Governo, assumindo os riscos exploratórios.
Já quanto à distribuição dos royalties recolhidos pelo Governo, o impasse é esclarecido – mas não opinado – pelo presidente da Petrobrás Distribuidora. “Ocorre que esse segundo debate é muito mais político do que técnico. No modelo atual de produção de petróleo, o estado produtor detém todo o valor dos royalties. Atualmente quem recebe é o estado do Rio de Janeiro”, esclareceu.
Por outro lado, como explicou José Lima, existe uma premissa constitucional que defende que todo o petróleo, independentemente do local onde tenha sido produzido, pertence a todo o País, à União. Sob esse ponto de vista, a grande discussão é justamente sobre os critérios de distribuição: o estado produtor fica com tudo, com a maioria, ou os barris serão distribuídos igualitariamente?
Recursos humanos, acadêmicos e novo curso na Ufal
Ao proferir as palavras de abertura do seminário, o senador Fernando Collor de Mello mostrou dados considerados preocupantes no que se refere ao número de especialistas brasileiros na área pré-sal. O senador reforçou a necessidade de que os setores acadêmicos e técnicos estimulassem a formação de novos profissionais. “Na China, para cada 100 mil pessoas, há 700 especialistas; no Brasil, há 34”, afirmou.
Parte do retorno foi dada dentro do próprio seminário, quando anunciada pelo coordenador do Laboratório de Computação Científica e Visualização, Eduardo Setton, a criação do novo curso de Engenharia de Petróleo na Universidade Federal de Alagoas. “Com o advento do pré-sal, haverá a cotação de mais profissionais. Mas é importante lembrar que não cabe apenas à Ufal, mas a todas as faculdades, abrirem mais turmas, mais cursos”, frisou.
Dever cumprido
Participando da própria organização do evento, o presidente do Instituto Arnon de Mello, Carlos Mendonça, disse sentir-se orgulhoso em participar da estruturação do seminário. “Acima de tudo, todos nós somos de Alagoas, terra onde foram perfurados os primeiros poços da Petrobrás. Alagoanos que somos, pacientes, vivemos em cima dos maiores lençóis de óleo, gás e sal do Brasil, podendo tirar maior proveito”, atentou, durante a solenidade.
O diretor-executivo da Organização Arnon de Mello, Luís Amorim, também sinalizou que todas as expectativas foram superadas, tanto quanto ao sucesso do evento, como a respeito da participação dos alagoanos durante o Seminário. “A importância desse evento é indiscutível e ocorre em um momento estratégico. Quando se fala em Marco Regulatório e royalties, Alagoas tem um interesse enorme, porque temos indicadores perversos”, comentou. “Todo o setor produtivo esteve presente e foi a fundo nas discussões, de modo que já estamos no final e o auditório permanece lotado”, comemorou.
Ressaltando a iniciativa da OAM em instituir um seminário repleto de nomes de peso, Luís Amorim considerou o evento como uma possibilidade de se ‘levantar a autoestima’ do Estado. “Este evento trouxe o ministro de Minas e Energia, o presidente da comissão de Infraestrutura do Senado, o presidente da Petrobrás, da Distribuidora, da Braskem, dentre outros nomes; tudo sob uma organização que raramente se encontra em Alagoas”, acrescentou, não esquecendo de agradecer aos patrocinadores.
“Seguramente não teríamos feito um evento com esse brilho que foi realizado se não estivessem presentes nossos parceiros”, afirmou, citando a Petrobrás, a Braskem, o Governo do Estado, a Prefeitura de Maceió, a Federação das Indústrias e o Sebrae.
A Gazetaweb acompanhou o evento em tempo real em seu blog. Confira!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Maceió sedia Conferência Regional de Ciência, Tecnologia e Inovação

A Conferência Regional de Ciência, Tecnologia e Informação Regional Nordeste será realizada em Maceió, no período de 15 a 16 de abril e terá apoio técnico e operacional da Universidade Federal de Alagoas. Esta conferência é preparatória para a Conferência Nacional que será realizada em Brasília de 26 a 28 de maio.
O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) estimulou a realização das Conferências Estaduais e as Conferências Regionais de CTI para garantir ampla discussão e posicionamento das unidades federativas, de forma a promover um debate altamente qualificado.
No caso da Regional Nordeste, optou-se por realizar um sistema de conferência aberta, com apresentações de expositores voluntários de forma oral. Estes expositores terão 10 minutos para apresentação, em blocos de quatro apresentações, seguidos por debates com a plateia. Haverá relatores em todas as sessões, que comporão o relatório final da Região.
Serão realizadas sessões paralelas abordando os quatro eixos temáticos definidos para a Conferência Nacional:
- Expansão e Consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação
- Inovação Tecnológica nas Empresas
- CTI para desenvolvimento sustentável
-Fortalecimento da internacionalização das instituições que fazem pesquisa/desenvolvimento/inovação em áreas estratégicas.
Momento histórico
O Brasil vive um momento histórico, como uma das grandes economias do planeta, e deverá assumir responsabilidades crescentes com a qualidade ambiental e a redução das desigualdades sociais. O País tem enormes vantagens comparativas para estar à frente dessa discussão e vir a se tornar uma potência no novo paradigma do desenvolvimento sustentável, além de possuir reconhecido capital intelectual científico.
O fortalecimento do protagonismo internacional que o Brasil tem buscado exercer requer tanto avanços na preparação técnica e política do País quanto a adoção de ações e políticas nacionais consistentes e duradouras para o desenvolvimento, a justiça social e a qualidade do meio ambiente.

“Os reflexos da descoberta do Pré-sal no desenvolvimento do Nordeste”

A PETRÓLEO BRASILEIRO S/A – PETROBRAS, com o propósito firme e decidido que somente uma empresa genuinamente brasileira, onde pulsa o “sangue do solo” do nosso País, sempre imbuída em manter a nação plenamente conhecedora de todos as passos das suas atividades em favor do desenvolvimento e do engrandecimento do Brasil, tem procurado levar aos mais distantes recantos da nação e ao conhecimento dos brasileiros, detalhadamente, o total e necessários esclarecimentos sobre as suas atividades.
A outrora inacreditável autossuficiência do Brasil em Petróleo, hoje uma realidade grandiosa, já bastaria para dizer do trabalho exemplar que realiza a PETROBRAS, mostrando ao mundo e, em especial ao povo brasileiro, a competência dos seus técnicos é de todos os seus trabalhadores.
Nos últimos anos, após longos e especializados estudos, a PETROBRAS descobriu Petróleo num intervalo de rochas localizadas antes da camada de sal, nas profundezas do nosso Oceano e, em alguns lugares, com mais de sete mil metros de distância da superfície do mar. Essa magnífica descoberta significa para o País a definitiva redenção econômica perante o mundo inteiro.
Desde o primeiro momento desse achado do pré-sal, a PETROBRAS tem procurado dar conhecimento à população brasileira dos mínimos detalhes sobre a sua exploração, mostrando os resultados positivos que advirão com benefícios para todos os Estados Federados.
Agora, da mesma forma que tem feito em outras localidades do País, chegou a oportunidade de Alagoas conhecer, detalhadamente, o que é essa nova riqueza do Brasil.
Para realizar o evento – SEMINÁRIO DO NORDESTE SOBRE O PRÉ-SAL – que prestará todos os esclarecimentos, a PETROBRAS decidiu em Alagoas pela parceria com o INSTITUTO ARNON DE MELLO, entregando ao mesmo a execução do evento, apoiado pela ORGANIZAÇÃO ARNON DE MELLO.
Dessa forma, a PETROBRAS objetiva levar à população conhecimentos mais detalhados sobre o assunto, esclarecendo para autoridades, empresários, jornalistas, políticos, técnicos, professores e estudantes universitários todos os objetivos e resultados pretendidos com a exploração desse óleo.

Objetivo do Evento

Debater o Pré-Sal, suas potencialidades e efeitos sobre a economia Regional (Nordeste), envolvendo líderes empresariais, intelectuais, acadêmicos, representantes de governos, técnicos e demais interessados, permitindo à sociedade conhecer os diferentes aspectos desse projeto decisivo para o desenvolvimento do país. Conheça os palestrantes.

Público – alvo

Representantes do Governo (em suas três esferas), empresários, líderes de classe, representantes de Instituições de Ensino (técnico, superior), estudantes e formadores de opinião.

Data da Realização

14 de abril de 2010 (quarta-feira).


Programação do Evento
08h00 às 09h00 - Credenciamento
09h00 - Abertura do Seminário – Ex-Ministra DILMA ROUSSEF e/ou Ministro MÁRCIO ZIMMERMANN
09h30 – Prof. Eduardo Setton – Coord. do Projeto LCCV – UFAL/PETROBRAS
10h00 às 12h00 – 1º Painel: “O MARCO REGULATÓRIO E A NOVA EMPRESA ESTATAL”
Palestrante: DR. JOSÉ LIMA DE ANDRADE NETO – Presidente da PETROBRAS DISTRIBUIDORA
Debatedores:
  • Dr. John Forman – Diretor da HRT OIL e GAS;
  • Dr. James Silva Santos Correia – Secretário de Indústria e Comércio e Mineração da Bahia;
  • Dr. Gerson Fonseca – Diretor da ALGÁS Alagoas;
  • Dr. Álvaro Teixeira – Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis – IBP
Intervalo para Almoço
14h00 às 15h45 – 2º Painel: “FUNDO SOCIAL E CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRAS”
Palestrante: DR. ALMIR GUILHERME BARBASSA – Diretor Financeiro e de Relações Institucionais da PETROBRAS
Debatedores:
  • Prof. Edmar Luiz Fagundes de Almeida – Professor de Economia da UFRJ;
  • Dr. Luís Otávio Gomes – Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Alagoas;
  • Dr. Cícero Péricles de Carvalho – Universidade Federal de Alagoas (Ufal);
  • Dr. Manoel Maia Nobre – Ufal – Eng. PhD no Canadá em Contaminação de Solos.
16h00 às 18h00 – 3º Painel: “REFLEXOS DA DESCOBERTA DO PRÉ-SAL NO DESENVOLVIMENTO NO NORDESTE”
Palestrante: DR. GUILHERME ESTRELLA – Diretor de Exploração e Produção da PETROBRAS
Debatedores:
  • Dr. Eduardo Teixeira – Ex-Presidente da Petrobras e Diretor da Creta Planejamento;
  • Dr. José Carlos Lyra – Presidente da Federação das Indústrias de Alagoas;
  • Dr. Manoel Carnaúba Cortez – Vice- Presidente Executivo da Braskem;
  • Dra Rochana C. de Andrade Lima – Doutora em Geociências.
18h15 – Encerramento
DR. SÉRGIO GABRIELLI DE AZEVEDO – Presidente da PETROBRAS
DR. BERNARDO GRADIN – Presidente da BRASKEM.



Sábias Palavras do Ministro Brasileiro de Educação nos Estados Unidos

Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um Brasileiro dá um "baile" educadíssimo aos Americanos...

Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o atual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da Internacionalização da Amazônia (idéia que surge com alguma insistência em alguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros).

Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta de Cristovam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...
O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA.

Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.

Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa! "

ESTE DISCURSO NÃO FOI PUBLICADO.
AJUDE A DIVULGÁ-LO porque é muito importante...
e porque foi CENSURADO!

Mário Silva 
Lic. Estudos Europeus 
( mariojcsilva@gmail.com )